quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Uma surpresa em quatro patas chilenas
Fernando Torres
Estávamos – minhã mãe, padrasto, Gabi e eu – caminhando pela calçada às margens da Baía da Última Esperança, em Puerto Natales, Chile. O relógio já marcava dez da noite, mas o novembro de primavera patagônica oferece dias longos, com luz das 5h às 23h.
Aproveitamos para admirar as montanhas nevadas no horizonte e a pescaria das aves na água gelada e agitada pelo vento forte. Assim que passamos por um canteiro da obras, onde está sendo construído um novo espaço de convivência para turistas e moradores, fomos seguidos por um cachorro.
Nós não assoviamos ou fizemos qualquer gesto de proximidade, mas o companheiro amarelo e peludo nos seguiu e se aproximou. Quando parávamos, ele ficava encostado em nossa pernas, doando ternura em troca de atenção.
Fizemos carinho e percebemos que o sentimento de afeto era recíproco. Bastou estender a mão para uma grata surpresa. Ele devolveu o gesto. Caminhou conosco por mais alguns metros, posou para fotos e nos brindou com outros sinceros apertos de mão. Até que outras pessoas passaram e nosso cão partiu para ganhar novos amigos.
Inesquecível!
terça-feira, 28 de maio de 2013
Vende-se a Libertadores! E não é uma metáfora!!!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Melhores Shoppings de Miami, Fort Lauderdale e Orlando
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Uma História que Roma ignora
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Altitude: de Cuzco a Huaraz, a lição da natureza peruana
Em janeiro de 2010, a missão Peru chegou a Cuzco após 23 horas de ônibus – Cruz del Sur, excelente empresa – desde a Lima, que fica a nível do mar. Chegando à antiga capital do Império Inca, localizada a 3.400 metros de altitude, fui recepcionado com um bule cheio de chá de coca. Tomei duas xícaras e acreditei que já estivesse pronto para tudo. No mesmo dia, fiz caminhadas pela cidade e comi muito – a mesma quantidade do cotidiano, no Rio de Janeiro – para aproveitar a incrível culinária cuzqueña.
Teve de tudo nas refeições. No jantar anterior à viagem de trem até Águas Calientes (último povoado antes de Machu Picchu), ainda ousei, experimentando uma panqueca deliciosa de doce de leite. Veio o dia seguinte e o corpo cobrou a conta. Diarreia fulminante, que só foi minimizada por muitas doses de Electroral, soro pediátrico comprado nas farmácias de Cuzco. Foram duas noites infernais, com direito à febre de 40 graus, na madrugada de Águas Calientes. Depois de litros de Electroral, Gatorade e um pedido especial aos deuses Inca, fui “abençoado” com uma melhora que permitiu curtir ao máximo na cidade de Machu Picchu.
O detalhe importante é que ignorei as informações dos guias turísticos e as conversas que tive com os peruanos, ainda em Lima, sobre as estratégias para escapar do soroche (mal da altitude). Uma vez acima dos 2.000 metros, há duas dicas fundamentais. Um: use o primeiro dia para descansar e dar ao corpo a chance de se adaptar ao ar rarefeito, que tem o nível de oxigênio reduzido. Dois: coma um terço do que está acostumado, pois o metabolismo também é prejudicado pela altitude. Assim, se o indivíduo fica empanturrado, como eu fiquei, o organismo não dá conta. Aí, três litros de Electroral serão só o começo.
Com esse aprendizado na mente, voltei ao Peru, em maio de 2012, para explorar Huaraz, cidade ao Norte de Lima que pode ser considerada o principal point do trekking e montanhismo no país. Está no alto dos 3.000 metros e é “só a base” para as atrações mais altas do entorno. Escaldado depois da diarreia de 2010, investi o primeiro dia no repouso. Após 8h de viagem desde Lima, mais uma vez com a Cruz del Sur, andei um pouco pelas ruas inclinadas, contratei o transporte para as aventuras dos dois próximos dias e fiquei no albergue La Cabaña descansando, respirando fundo e pedindo desculpas antecipadas às minha pernas. Almocei uma truta grelhada com legumes e, à noite, tomei um Gatorade. E só. Por mais que as sobremesas foram tentadoras...
Manhã iniciada e parti ao Nevado Pastoruri, um glaciar que está desaparecendo (soma de mudança climática com lixo produzido pelos visitantes desrespeitosos) e prestes a deixar órfã a Cordillera Blanca, uma cadeia de montanhas decoradas por gelo + neve. Até os 4.500 metros de altitude, cheguei na van. Os outros 500 metros acima do nível do mar teriam que ser completados com 1,5 km de caminhada. Masquei cinco folhas de coca e iniciei a subida. A cada 10 minutos, uma parada para 15 inspiradas profundas, lembrando aos pulmões que ainda existia oxigênio no ambiente. Um gole na água ou no Gatorade e, com outras quatro escalas semelhantes, a meta foi alcançada. Na volta, almoço com uma sopa de truta. Energética, leve e gostosa.
Noite de sono agradável e, às 6h do outro dia, levantei com o Lago 69 na cabeça. A previsão era de 18 km de trekking (9 km cada perna) acima dos 4.200 metros de altitude. Antes de chegar ao ponto de partida da caminhada, passei de van pelo Llanganuco, lindo lago aos pés do Huascarán, maior pico do Peru, com 6.768 metros.
Pés, literalmente, na estrada e o sonho 69 foi iniciado. Reforçado pelo café da manhã (dois pães e uma xícara de chá de coca), rumei à primeira parte do trekking, com uma hora e meia de caminhada pelos campos. A montanha surgiu e, no mesmo pacote, subidas íngremes por uma trilha de pedra e cascalho solto. Passadas duas horas, a já íntima altitude colocou as mangas de fora. O ar entrava queimando as narinas num ciclo crescente. A força das pernas não rendia como 2 km atrás.
O perrengue de Cuzco veio à mente e lembrei que o respeito aos limites e à supremacia da natureza deveria ser a prioridade. Não desisti, mas optei por pausas fundamentais para superar a fase do montanhismo e o efeito do falso pico: você aposta que vai achar o que procura no alto do monte que está subindo, mas quando chega no fim deste, vê que era apenas uma parte do desafio e muito ainda está por vir.
Quatro horas e meia e 9 km depois, o Lago 69 brindou meus olhos com uma paisagem, no mínimo, impressionante. Os azuis da água, mais fortes e imponentes do que o azul do céu, emolduram a montanha e os glaciares, que alimentam o próprio lago através de cachoeiras filhas do derretimento normal e cíclico dos blocos de gelo eterno. O retorno me consumiu duas horas e meia e toda a energia que restava nas pernas. Satisfeito com meu desempenho, exausto e torrado pelos raios solares amplificados, aprendi na marra que respeitar a altitude e seus efeitos é a melhor opção para o corpo. E a mente.
Publicado, originalmente, no Blog Sem Destino.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Oração do Árbitro de Futebol
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Rock in Rio 4 - Eu fui e me fudi

quarta-feira, 22 de junho de 2011
Pelé x Peñarol: gols viraram até medalha
As medalhas estão à venda por mais de R$ 5 mil, no Mercado Livre:
Medalha do Gol 493: R$ R$ 5.350,00
Medalha do Gol 494: R$ 5.250,00
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
O Dia do Abate
João Buracão, o boneco: das ruas do Rio de Janeiro para a história do jornalismo popular
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Caco Barcellos: 25 pílulas de sabedoria

2) "O jornalismo investigativo não combina com o instantâneo, nem com polêmica", afirma Caco Barcellos.
3) Surgimento do Profissão Repórter: “A ideia era trabalhar com olhares cruzados. Ângulos diferentes sobre uma mesma história. Somos no mínimo nove buscando informações.”
4) "Embora a gente não seja um programa investigativo, consideramos fundamental apresentar provas acerca de qualquer informação.”
5) "A gente sempre faz uma pergunta básica aos entrevistados: por favor, ao invés de nos contar sua história, mostre-a.”
6) "Se há uma superlotação, tem que mostrar a superlotação", afirma Caco Barcellos, sobre matéria que aborda os problemas de saúde pública.
7) “Às vezes, precisamos ficar debaixo de uma ponte, esperando o trem passar. Só que pode não acontecer nada naquele dia específico.”
8) "Trabalhamos com três ou quatro duplas, e cada uma sugere como quer que seja feita a edição", explica Caco, sobre o Profissão Repórter.
9) "Quando você está fortemente envolvido na história, você luta até o fim para que ela contada da melhor forma possível".
10) “Há quem pense que o envolvimento com a pauta pode prejudicar a objetividade, mas eu tento me envolver ao máximo nas histórias que conto.”
11) "Eu era taxista e estagiário. O ponto era perto do jornal, e tinha medo de descobrirem. Achava uma profissão de intelectuais", conta Caco.
12) "Quando descobriram, me pediram só que contasse a história dos taxistas. Ninguém ia saber fazer tão bem quanto eu", diz Caco Barcellos.
13) "Foi a primeira reportagem assinada que publiquei, porque eles gostaram muito.”
14) “Percebi que eu soube contar bem a história justamente por estar envolvido nela. É assim que funciona até hoje, pelo menos pra mim.”
15) "Se a gente viu que a remoção foi feita de maneira correta, não podemos focar na choradeira", diz Caco, sobre matéria com ocupantes de prédio.
16) "Temos que ter consciência da nossa responsabilidade. Não podemos cair no sensacionalismo", frisa Caco Barcellos.
17) "A gente tenta tirar o máximo proveito das novas tecnologias para reforçar as nossas matérias", explica Caco Barcellos.
18) "A microcâmera colocada na roda da moto, por exemplo, dava a dimensão da estreiteza do corretor que as motos percorrem", diz o jornalista.
19) “É a maravilha que trouxe a revolução digital para quem trabalha com busca de prova. A participação do colaborador também é importante.”
20) “A nova geração acha informações em poucos segundos na web e é muito bem informada. Como informação é nosso produto, eles saem na frente.”
21) "Eu nem diria que é um aspecto negativo, mas quem ainda não tem trabalho para mostrar, também não tem experiência", diz Caco Barcellos.
22) "Quando a gente pede para acompanhar a história, aumenta a nossa chance de contar mais verdades", explica Caco Barcellos.
23) "A gente vai correr atrás para contar primeiro, ou vai correr atrás para contar melhor?", questiona Caco.
24) "Do modo como vejo jornalismo, nós teremos que explicar cada vez mais história. O computador não faz isso, não adianta", diz o jornalista.
25) "As pessoas se expõem a riscos e morrem em coberturas de guerra, mas nem por isso deixamos de fazê-las", analisa Caco Barcellos.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Vencedores do Prêmio Embratel Imprensa 2010
Prêmio Barbosa Lima Sobrinho
Reportagem Econômica
Reportagem Fotográfica
Tecnologia da Informação, Comunicação e Multimídia – Veículo Especializado
Regional Centro-Oeste

















